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Lei de Cotas

"Após o estabelecimento da “Lei de Cotas”, caracterizada pela obrigatoriedade de contratação de pessoas com deficiência por empresas com cem ou mais funcionários, ficam algumas questões: será que é válida a realização de todo um processo seletivo – o que envolve tempo e dinheiro – para que um deficiente seja contratado simplesmente com o propósito de cumprimento da lei, sem levar em conta a qualificação do profissional? Por qual motivo os gestores ainda oferecem resistência na contratação de pessoas nessas condições? 


Existem relatos de dificuldade na admissão desses profissionais em virtude da falta de qualificação, ausência de espaço físico, acessibilidade (rampas de acesso, banheiros adaptados, piso tátil e softwares específicos), entre outros. Por causa dessas questões, apenas 46% das vagas destinadas aos profissionais com necessidades especiais estão preenchidas atualmente. Em números, 358.738 pessoas no Brasil estão empregadas pelo sistema de cotas, mas se todas as vagas estivessem preenchidas esse número seria de quase 700.000 pessoas. De acordo com números do IBGE, quase ¼ da população brasileira (23,9%) tem algum tipo de deficiência, o que equivale a cerca de 45,6 milhões de pessoas, entretanto cerca de 1,54% dessas pessoas pode exercer atividades laborais.

Por outro lado, a pessoa com deficiência se depara com alguns problemas na hora de procurar um emprego: em muitos casos as vagas não são atrativas, o salário é menor se comparado ao dos profissionais não contratados pela cota, as atividades realizadas após a contratação são diferentes das apresentadas no momento da entrevista.
Muitas vezes não há possibilidade de crescimento e valorização das pessoas contratadas pelo sistema de cotas, além disso, um grande número de contratações é realizado para vagas não compatíveis com o perfil do profissional.

A Base e Recursos Humanos busca alocar o contratado de acordo com vagas que estejam dentro de seu perfil e necessidades da empresa, visando realmente a inclusão e satisfazendo tanto os interesses da instituição como do profissional”.

Base e RH | Comunicação e Desenvolvimento: Leony Costa

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